Tratamento das úlceras de decúbito/escaras

Tratamento das úlceras de decúbito/escaras

O tratamento da ferida ( úlceras de decúbito) :

  Consiste em limpeza da lesão com jato de soro fisiológico, preferencialmente morno. O jato é conseguido perfurando-se o frasco de soro com uma agulha 40X12 ou 30X8. Este jato tem a propriedade de limpar a ferida sem destruir o que o próprio organismo vem reconstruindo.

Se há presença de escaras (crosta preta e endurecida) sobre a lesão, esta deverá ser retirada ( debridada) por um profissional médico ou enfermeiro especializado.

Utilização de curativos específicos indicado pelo profissional especializado em feridas ( enfermeiro ou médico dermatologista ou infectologista).

Tratamentos Fisioterápicos  mais usados nas úlceras tróficas:

         A iontoforese usando o zinco (+) com o modo de bactericida);
         A terapia com estimulação por microcorrente- acelera a produção de ATP;

        Com Laser HeNe;

        Ultra som- estimulo do tecido de granulação, acelerador do processo inflamatório (estimula o fibroblasto e o colágeno).

        Crioterapia  -   A utilização do gelo nas úlceras causam uma vasoconstricção e uma diminuição metabolismo         tecidual com isso menos dejetos são acumulados e dificultam o extravasamento ocasionando a aceleração do processo de reparação.(Guimarães, Rodrigues,1998,p.110).

         Massoterapia e cinesioterapia - melhora da elasticidade do tecido asim como irrigação sanguínea na área acometida.   

 

Tratamento médico antigos realizados na recuperação da úlcera de decúbito:

Açúcar e Mel

Substâncias que contém açúcar vêm sendo usadas, há vários anos, no tratamento de lesões de pele, com excelentes resultados clínicos.

O açúcar é composto de 89.5% de sacarose, 76% de glicose, vitamina B2 e B6, ácido Pantozênico e ácido Nicotínico. Utiliza-se nas feridas infectadas ou não, sendo usado o açúcar do tipo cristal ou em pasta, apesar de não existir pesquisas sistematizadas sobre o assunto; pressupõe-se que a ação do açúcar encontra-se na interação da glicose com o exsudato da ferida, produzindo uma substância hiperosmolar que possui poder bactericida ou bactério estático, inibindo o crescimento de bactérias. (Fernandes, Fernandes, Filho, 2000, p.1006)

O uso do açúcar deve ser criterioso, com relação a freqüência de troca do curativo, a cada seis ou oito horas até que as feridas não sejam mais secretantes, aumentando-se o intervalo de troca para cada 12 horas. (Couto, Pedrosa, Nogueira, 1999, p. 441).

Hidrocolóide

É um curativo hidroativo, do tipo oclusivo, moldável, constituído por duas camadas diferentes, sendo a parte externa composta por uma lâmina de espuma de poliuretano ou filme transparente, atuando como barreira oclusiva para gases, líquidos e bactérias, proporcionando proteção mecânica à ferida e a interna, formada por polímeros elastoméricos, contendo três hidrocolóides (gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica) que, ao entrar em contato com o exsudato da ferida, absorve e converte a estrutura em gel. Este gel desprende-se da lesão sem causar dano ao tecido de granulação e sua presença cria um meio úmido que facilita a cicatrização e o umedecimento das terminações nervosas, levando a um alívio da dor. Além de acelerar a reepitalização, ainda facilita o desenvolvimento do tecido de granulação.

Os hidrocolóides devem ser aplicados apenas em úlceras livres de processos infecciosos e a sua borda deve ultrapassar 2 cm da borda da úlcera. Podem permanecer em torno de 1 a 7 dias quando são facilmente trocados. Conhecidos no mercado como Duodermâ , Confeelâ e Tegasorbâ , com várias apresentações de espessura e tamanho , os quais devem ser adaptados a cada tipo de úlceras. (Fernandes,Fernandes, Filho, 2000, p. 1004)

Medicina Hiperbárica

Esta modalidade terapêutica consiste na administração de oxigênio a 100%, a uma pressão 2 ou 5 vezes maior que a pressão atmosférica normal, sendo que nesta situação o O2 é respirado através de máscara ou capuzes especiais, onde há limites pré- estabelecidos de exposições a OHB em termos de pressão e período de permanência, pois existem efeitos neurológicos, pulmonares, seios pneumáticos e ouvido interno. Esta terapêutica proporciona resultados satisfatórios, principalmente nos casos de má-cicatrização e de certas infecções. Isto se dá devido à saturação de 100% da hemoglobina, além de um aumento significativo na quantidade de oxigênio livre, isto é, dissociado da hemoglobina e dissolvido no plasma. Assim, obtêm-se níveis bastante elevados de O2 no plasma (até 2000 mmhg), que conseguem atingir profundamente todos os tecidos do organismo.

A aplicação é feita em câmaras especiais individuais (monoplace ou monopacientes) ou coletivas (multiplace ou multipacientes). Para a segurança e o conforto do paciente as câmaras hiperbáricas possuem um sistema de rádio que possibilita a comunicação com a equipe de oxigenoterapia. ( Medicina Hiperbárica, acesso em: 16 agosto 2001).

 Zinco

Um mineral componente em várias enzimas, incluindo DNA e RNA. Sendo necessário para síntese de proteína, síntese DNA, mitose e proliferação celular.

A sua utilização nas lesões epidêmicas se dá por curativos impregnados de zinco para a revitalização tecidual. (Souza, )

Pressão Negativa Controlada

As indicações, pode-se destacar: feridas cavitárias, úlcera de pressão grau III e IV em clientes impossibilitados de submeter-se a cirurgias reconstrutivas. (Pressão Negativa Controlada, acesso em: 05 Janeiro 2002).

Ozonioterapia no tratamento de feridas.
É indicado no tratamento de feridas devido a sua ação bactericida e bacteriostática e por acelerar a produção do tecido de granulação.

Nestes casos a aplicação é feita diretamente no leito da lesão empregando-se uma campânula de vidro. A concentração de ozônio, o tempo de aplicação e a freqüência do tratamento dependerá do tipo de patologia e estado cicatricial da lesão. (Ozonioterapia no Tratamento de Feridas, acesso em: 05 Janeiro 2002).

 

 

Tratamento cirúrgico das úlceras tróficas - (cirúrgias plásticas) para recomposição de áreas expostas por feridas extensas o tratamento é realizado através de retalhos cirúrgicos  simples ,  fáscio-cutâneos e miocutâneos com objetivo de reconstruir áreas  mais lesadas.